Lost X Heroes

Abril 22nd, 2007

Lost X Heroes 

É incrível como as séries de televisão a cada dia que passa estão se assemelhando e superando o cinema, tecnologicamente e conceitualmente.

As vantagens são muitas de se contar uma historia em uma série, para começar, em um filme normalmente temos cinco personagens principais e mais alguns secundário, desse modo o filme consegue se aprofundar nesses cinco e ligeiramente no restante, fora desenvolver a trama, tudo isso em cerca de duas horas, caso contrario o filme se torna cansativo.

Numa série podemos desenvolver toda uma historia sem ter que se apressar para amarrar os nós de forma pratica, podemos contá-la um pouco por dia.

Da mesma forma os personagens, mostrando um pouco de sua personalidade de cada vez, o telespectador, tem a própria percepção deles, e a espera de uma semana possibilita que criemos nossas teorias.

As séries nos possibilitam pensar entre as informações transmitidas, quando vemos um filme no cinema, só começamos realmente a assimilar depois que o filme já acabou, e dessa forma temos que nos contentar com a resolução que foi dada para a historia.

Atualmente duas tratam com excelência as possibilidades dessa mídia, a tão polemica Lost, e o novo frisson Heroes.

A primeira apresentou tantos personagens variados que todo mundo acaba se identificando com algum, até o momento que as historias começam a se enrolar e se misturar, em um ponto que todos já não tem mais direção a seguir, a não ser esperar por um final satisfatório, pois no atual momento, o publico já acredita que nem mesmo os criadores o conheçam, mas essa é a grande graça de lost, apesar de toda a fantasia, parece que a serie vai revelar alguma coisa real sobre a humanidade e o futuro dela, é uma sensação estranha.

Por outro lado, Heroes em momento algum conta uma historia que deve ser levado além de puro entretenimento, a própria trama é batida , mas seus personagens são tão carismáticos, e os mistérios que vão surgindo, sugerindo suas ligações são criativos e curiosos.

Em Heroes, cada mistério que aparece não leva tantos episódios para se resolver, a série flui muito bem entre os nós que ela vai criando.

As duas tem uma diferença importante também, Herois podem surgir sempre e a historia continua, mas Lost tem que acabar, antes que os mistérios sejam esquecidos e pecam sua importância.

1001 noites

Abril 11th, 2007

Diário de Produção

 

PRÉ-PRODUÇÃO

    Quando finalmente acabo o ultimo quadro do terceiro story-board, paro um minuto para pegar meu copo de café, está vazio junto de outros dois, acredito que para mim e meu grupo o título de filme é mais real do que gostaríamos…

Já passaram três meses de pesquisa e conceitualização, e é nosso último projeto interdisciplinar antes do nosso TCC.

Enquanto o resto do grupo se preocupa com a parte teórica, de hiperlinks, e projeto, eu cuido da parte dos vídeos.

O projeto consiste em criar uma mídia interativa e não linear, com três contos do livro “As 1001 noites” e interligá-los.

As escolhidas foram: “O Pescador e o Gênio”, “O Mercador e o Gênio” e “O Jovem Príncipe das Ilhas Negras”

Desse modo, o pescador do primeiro conto, se tornará o mercador do segundo, graças à liberdade poética (adoro esse termo), e quando ainda é pescador, conhece o sultão, que irá até as ilhas negras no terceiro conto.

A parte da Cheherazade será substituída pela origem dos gênios dos contos, que por um momento foi cogitado que se tornassem insetos (?!?)

Mas enfim, a primeira versão do roteiro foi finalizada, o story-board também.

Chegou o dia da apresentação e o que escutamos foi que caso nos fizéssemos cinema, e fosse um TCC, estaríamos num bom caminho, mas parece que eu me empolguei um pouco, e o que era para ser um trabalho de design com vídeo complementando, acabou se tornando um trabalho de vídeo, com design complementando.

Tudo muito grande para a verdadeira proposta do trabalho.

Hora de cortar tudo, e criar a tecnologia necessária.

Finalmente o roteiro está pronto, acredito que agora ajustes serão feitos na hora das filmagens.

Logo mais trago fotos das filmagens, e quando o projeto estiver pronto, adiciono ele aqui no site.

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Dinossauros não existem!

Março 30th, 2007

Dinossauros não existem 

Lembro-me de ter uns 6 anos quando fui assistir ao Jurassic park pela primeira vez.

Todos meus primos e eu estávamos na primeira fileira (naquela época era mais emocionante sentar de cara para a tela).

Não sei se foi pela inocência de nossa idade, ou pela empolgação de estar no cinema (que era tão raro) ou se realmente era uma coisa única de ver, mas assistir aquele Tiranossauro Rex correr atrás do carro, se tornou uma das cenas mais marcantes da minha infância. Eu não conseguia acreditar que aquilo era possível, eles recriaram um dinossauro, milhares de dúvidas, perguntas, o medo que eu senti não era ruim, era inspirador.

Isso criou toda uma mística no cinema que eu nunca mais ia esquecer. Então, um dia me contaram a verdade sobre o “Papai Noel”, Dinossauros não existem.

Por que será que os filmes de fantasia não emocionam mais ninguém como antigamente? Será que estou envelhecendo e ficando cético demais?

Um dos maiores problemas é complicado de discutir,  a democratização da tecnologia. Hoje qualquer diretor de comercial de margarina, consegue fazer um filme com criaturas 3D, cenários digitais e aquilo que eles tiverem na cabeça, mas isso é bom? Antigamente somente quem era muito capaz, sabia conduzir efeitos + atores, planejava cuidadosamente as cenas, enfim era bom diretor, tinha crédito suficiente para um investimento de filme de grande porte.

Como por exemplo Steven Spielberg, um dos diretores mais inspirados de todos os tempos, seus filmes atuais de fantasia passariam despercebidos no meio de tantos outros, se não fosse sua assinatura embaixo.

Não por que deixaram de ser bons, mas sim porque descobriram o seu truque.

Não estou falando que só diretores com nome devem ter esse direito, mas sim, somente bons diretores, comprometidos, e que conheçam a importância dos efeitos especiais.“Como George Lucas disse, ‘‘ Os efeitos especiais são como a iluminação, apenas um complemento da cena, não a própria cena” (apesar disso mesmo não se aplicar nele hoje em dia…).

E o pior é o uso em tantos filmes desnecessários, que se suportam somente no 3D de ultima ponta, e em roteiro de quinta.

Uma vez ou outra, lançam um Matrix, mas logo em seguida, ele já é superado e ultrapassado, tão rápido que nem percebemos.

É como a mágica, alguns treinam anos, estudam, fazem tudo o possível para encantar as pessoas, para que um  Mister M acabe com tudo num piscar de olhos.

Estilo ou adequação?

Março 21st, 2007

“Você sabe quem eu sou?”, pergunta o desenho.

Desenhistas e ilustradores estão sempre em busca de personalidade para seus traços, tentam definir seu estilo a fim de serem reconhecidos por eles.

Afinal, qual é o objetivo de trabalhar com desenho sendo que ninguém consegue saber que foi você quem fez?

Vaidade? Um pouco.

Mas se trabalhamos com arte o espírito é se destacar, certo?

Chego agora ao meu dilema, que trabalho em agência, com clientes diferentes, produtos diferentes, e com necessidades diferentes.

O meu traço tem que se adequar a necessidade, ou só ilustrarei aquilo que seja adequado ao meu traço, criando minha referencia?

Na busca de aprender todos os estilos: comics, retratos, caricaturas, pinturas, cartoon, fui aprendendo a desenhar, e combinar elementos de cada um.

Para agências, isso é muito conveniente, mas e para o artista?

Pode ser satisfatório esse estigma de multi-uso, e sem personalidade?

Não acredito nisso, criar uma forma artística para representar seu ponto de vista, é como ter a sua própria opinião, e que pode ser até copiada, mas é sua.

Esse estilo até define sua personalidade para aqueles que não te conhecem, criando interesse pelo artista e suas influencias.

Tentar impor isso para um cliente é muito difícil, e talvez nem mesmo justo, estamos na corda bamba entre arte e publicidade.

Então seria a arte pela arte ou o trabalho pelo dinheiro?

 

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